Em um país onde deputados ganham
mais de 20 mil por mês, a população mais desfavorecida segue alienada pelo assistencialismo governamental
é óbvio que é conveniente que se forme um povo ignorante, sem cultura, sem discernimento
do que é bom ou ruim, carregado pelos meios de comunicação em massa que dirige
a população como um carroceiro que leva na vara uma espiga de milho para atrair
o burro empacado.
Em meio essa multidão estão os
professores, desvalorizados, com seus salários mixurucas, sofrendo violência,
descaso dos governantes, alunos e seus pais e até mesmo de seus diretores.
Pobres mártires de uma nação em polvorosa!
Vítimas de um sistema que mantém
direitos capitalistas enquanto pessoas morrem, não por falta de assistência, de
hospitais, segurança. Morrem por causa da falta de informação, de conhecimento,
de educação.
Escolas viraram depósitos de
crianças, professores viram babás, e os pais reprodutores de ignorância social em
massa.
A escola é lugar de conhecimento, fim da alienação, de construção da criticidade. Essa é a função do professor!
Acordar o povo para a realidade. Difícil é lidar com quem vive das migalhas do
governo e se contenta, porque é mais fácil se fazer de coitado e depender dos outros,
de migalhas, do que se mexer e mudar a
própria sorte. Escola é para muitos, estudar é para poucos!
Mas hoje é 15 de outubro, dia dos
queridos e massacrados professores!
Parabéns para nós!
Por: Samara Giacomini Pereira
